DAP vira o ano na luta sindical dos trabalhadores

O Diálogo e Ação Petista fechou 2025 e abriu 2026 agindo como PT agia, ao lado da luta da classe trabalhadora.

No final de 2025, os trabalhadores dos Correios realizaram greve em defesa de melhorias nos direitos e defesa da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) como empresa pública. As negociações iniciadas em julho se arrastavam. A maioria das direções sindicais, abandonando o barco da luta nacional unificada, estava disposta a aceitar a proposta rebaixada da empresa. Mas em16 de dezembro, fartos da embromação da ECT, 12 assembleias votaram a greve. Os trabalhadores, suplantando dificuldades, foram à greve. Dificuldades não apenas da tranca de parte das direções, mas também de pressão do governo. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, chantageou ameaçando levar ao governo a proposta de privatização dos Correios, caso houvesse greve. Durma-se com um barulho desses!

A greve pressionou a ECT a colocar uma proposta. O movimento conseguiu manter 79 cláusulas do Acordo Coletivo anterior que estavam sob ameaça, o vale-alimentação extra de Natal e 5,10% de reposição salarial.

Os militantes do DAP nos Correios fizeram uma reunião nacional para discutir o movimento, e estiveram lá, ajudando a luta que foi vitoriosa.

Na primeira reunião de 2026 (16/01), o Comitê Nacional do DAP recebeu um metalúrgico da Nuclebras Equipamentos Pesados SA (NUCLEP), empresa de capital misto. Ele trouxe a luta em curso para reverter medidas, em especial a readmissão de trabalhadores injustamente demitidos no governo Temer (2017) e ainda mais no de Bolsonaro.

Neste período, a presidência da empresa esteve nas mãos do contra-almirante Carlos Henrique Silva Seixas, auxiliado a partir de 2019 por uma diretoria de militares. Sua gestão foi marcada por perseguições e ataques aos direitos, como a redução de salários e a terceirização.

Desde o primeiro ano deste mandato de Lula, os trabalhadores reivindicaram a substituição de Seixas, o que só ocorreu em maio de 2025, por outros motivos. Já os militares de Bolsonaro seguem intocados na diretoria.

Os trabalhadores criaram uma comissão e tiraram um abaixo-assinado reivindicando a reversão e a análise de todos os processos do período (Leia aqui ).

O documento é dirigido ao presidente Lula, ao Ministro de Minas e Energia e ao Presidente da NUCLEP.

O Comitê Nacional do DAP decidiu abraçar esta luta

De 15 a 18 de janeiro, em Brasília, com cerca de 1800 delegados houve o congresso da CNTE (Confederação de professores e funcionários de escolas estaduais e municipais). Aderentes ao DAP e outros companheiros do PT, aproveitaram a ocasião para reunir e discutir iniciativas. Entre elas, propor às candidaturas do PT nos estados a defesa das reivindicações do setor, como a revogação das reformas da Previdência e a luta por concursos públicos e direitos para trabalhadores temporários. Hoje, mais de 50% dos professores das redes estaduais tem contratos de trabalho precários. Uma reunião nacional foi marcada para o dia 3 de fevereiro.

De nossos correspondentes

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