Domingo, 8 de março, é dia de luta
Este 8M de 2026, abre o calendário de mobilização da luta da classe trabalhadora no Brasil.
A luta contra a exploração capitalista que aflige os trabalhadores, especialmente a mulher, foi a base da decisão da Conferência das Mulheres Socialistas (1910), de fazer do 8 de março um dia internacional em defesa dos nossos interesses. 116 anos passados esta luta é mais atual e necessária. É com esta disposição que o Diálogo e Ação Petista organiza sua presença nos atos que ocorrem pelo Brasil.
No Brasil as mulheres ganham salário menor do que os homens no exercício do mesmo trabalho; poucos direitos conquistados são atacados, como o aborto legal. A violência contra a mulher dispara, o feminicídio cresce de maneira alarmante. A trabalhadora é submetida a uma dupla (às vezes tripla) jornada de trabalho, as mães não tem creches para seus filhos. Razões não faltam para levantar a voz e lutar. E não só no Brasil.
Num mundo onde a sobrevivência do imperialismo em crise, numa rota de fuga em frente, promove as guerras, nas quais as mulheres são as principais vítimas, tem que arcar com o sustento das crianças, milhares foram mortas e soterradas com o genocídio do povo palestino. Ucrânia, Líbano, Irã… o lucro com a produção de armamentos para a guerra é o caminho trilhado pelo imperialismo que no seu epicentro, os EUA. Os mesmos EUA onde Trump persegue os imigrantes e organiza uma ofensiva contra a soberania das nações (contra Venezuela e Cuba em nosso continente)
Em 1975 a ONU oficializou o 8M como “Dia da mulher”. Para empalidecer nossa luta, desbotou nossa cor vermelha para o lilás. Para desvirtuar nosso combate o 8M virou dia de homenagens em instituições, parabéns e flores. Não queremos flores, queremos extirpar os espinhos!
Assim nasceu o 8M, dia de luta por nossas reivindicações que interessam a toda classe trabalhadora.
Nossa pauta não se opõe aos homens. Nossa luta é contra os exploradores e exploradoras. Nossa luta não é identitária, é proletária!
Assim, vamos às ruas. Pelo fim jornada 6×1 que interessa a toda classe, em especial às mulheres. Direito à creche para que mães e pais trabalhadores possam trabalhar com a segurança de que seus filhos estão cuidados. Direito ao aborto para que as mulheres não morram vítimas dos abortos inseguros. Direito às casas de acolhimento das vítimas de violência. O Diálogo e Ação Petista participará do 8M com seus já tradicionais pirulitos e suas colunas.
Neste dia de domingo, na melhor tradição internacionalista, firmamos nosso compromisso com as e os trabalhadoras (es) dos EUA e da América Latina de realizar a Jornada Continental pelo Direito a Migração e a Soberania (onde se integra do direito à autodeterminação do Irã e da Palestina). Depois do nosso 8M, a Jornada de 9 à 14 de março será nossa próxima parada.
Às mulheres socialistas que lançaram o 8M em 1910, respondemos: ainda estamos aqui, atendendo ao chamado de Rosa Luxemburgo: “Proletária, a mais pobre dos pobres, a mais injustiçada dos injustiçados, vá à luta pela libertação do gênero das mulheres e do gênero humano do horror da dominação do capital”.
Misa Boito

