DAP Minas se dirige aos petistas mineiros

No dia 1º de agosto foi realizada a Plenária Estadual do Diálogo e Ação Petista – DAP MG. A reunião contou com 42 participantes entre militantes, dirigentes, sindicalistas e parlamentares do PT. Foram representados grupos de base de 14 cidades de 5 regiões de Minas Gerais.

A Plenária discutiu a situação política internacional e nacional, com a contribuição do companheiro da Direção Nacional do PT e do Comitê Nacional do DAP, Luiz Eduardo Greenhalgh, que também abordou a campanha pela anulação dos processos forjados pela Lava Jato e pela imediata restituição dos direitos políticos de Lula.

Situação estadual

O Deputado Estadual Betão falou sobre as lutas contra as reformas da previdência e administrativa do governo Zema (Partido Novo). Ele alertou sobre os ataques promovidos pelo governador Zema, fantoche de Bolsonaro, tanto na retirada de direitos do funcionalismo estadual, como na política de privatização e favorecimento das empresas mineradoras e estrangeiras. Betão convocou todos e todas para a luta contra estes ataques.

Após um debate de alto nível, os participantes se comprometeram a realizar reuniões de volta dos grupos de base. A discussão deve ter como ponto central as ações concretas:

  • da luta pela anulação dos processos contra Lula e pela restituição de seus direitos políticos;
  • da mobilização atos contra “reformas previdenciária / administrativa” do governo Zema, e
  • a construção das plataformas das candidatas e candidatos apoiados e membros do DAP.

Conclusões

Ao final, os presentes aprovaram por unanimidade a Declaração do Diálogo e Ação Petista de Minas Gerais, abordando a atual crise sanitária e econômica, reafirmando o papel insubstituível do PT. Com independência de classe, vamos combater em Minas os ataques de Zema, conclamando a unidade de todos os petistas na defesa de Lula e na defesa do PT.

Gilson Lyrio
Membro do Comitê Nacional e
da Coordenação Estadual do DAP MG


Os representantes dos grupos de base do DAP-MG, reunidos em plenária estadual online, discutiram a situação política no Brasil e em Minas Gerais e, através desta Declaração, apresentam suas reflexões a todo o Partido.

Logo do DAP
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Declaração do Diálogo e Ação Petista de Minas Gerais (DAP MG)

A pandemia da COVID-19 no Brasil já ocupa o triste 2° lugar no mundo em óbitos e contágio. São mais de 90 mil mortos e dois milhões e meio de infectados no Brasil. Os mais atingidos são os setores empobrecidos da classe trabalhadora que sofrem com a destruição dos serviços públicos, em particular na saúde. A essa tragédia somam-se os 52% da população economicamente ativa que está desocupada, para não falar daqueles que ainda com emprego veem seus direitos desaparecer como fumaça. Esse é o resultado da política de aproveitar a pandemia para “passar a boiada” (como disse Ricardo Salles, ministro de Bolsonaro) das políticas de destruição dos direitos e conquistas da classe trabalhadora brasileira.
Mas, ainda que em meio à pandemia, há resistência contra tanta destruição. Resistem os trabalhadores e trabalhadoras da saúde quando exigem condições de trabalho (EPIs, entre outras reivindicações) para poder atender a população vitimada pelo Covid, sem colocar suas próprias vidas em risco. Resistem os entregadores de APPs que lutam contra a desregulamentação das relações de trabalho. Resistem os trabalhadores da Renault no Paraná, em greve há mais de uma semana, contra a demissão de 747 trabalhadores e trabalhadoras. Enfim, resistem todos os trabalhadores e trabalhadoras que combatem as privatizações e todas as políticas que visam destruir tudo o que foi conquistado com muita luta por várias gerações deste país.
Enquanto isso… 42 bilionários no Brasil tiveram um acréscimo de U$S 34 bilhões em suas fortunas, num período em que a renda do trabalhador cai e os empregos evaporam!


Em Minas Gerais

O governo Zema, por sua vez, age como representante de Bolsonaro no estado, aplicando a mesma política. O “Minas consciente” é apenas um exemplo de quem governa para atender os interesses empresariais, em detrimento da saúde da população mineira. O resultado é o aumento da contaminação e dos óbitos em todo estado, sem qualquer controle, sem testes e nenhuma medida articulada com os municípios. Promete verbas para enfrentar a pandemia, mas elas chegam a conta-gotas, quando chegam. E como se não bastasse, segue em seu objetivo de privatizar a Copasa, Cemig entre outras empresas estatais.
Em perfeita sintonia com o governo Bolsonaro, apresenta uma proposta para o voto dos deputados na ALMG de reforma da Previdência, que representa um profundo ataque à aposentadoria dos servidores, combinada com a retirada de inúmeros direitos e benefícios conquistados ao longo de anos e anos de luta desses trabalhadores e trabalhadoras. A única resposta que o Partido dos Trabalhadores e a nossa bancada de deputados pode apresentar é de um firme combate contra a reforma previdenciária e a retirada de direitos. As organizações sindicais, ainda que na difícil situação em meio à pandemia, buscam resistir e esperam que a nossa bancada defenda até o fim os interesses dos servidores.

As eleições municipais

Apesar da grave situação política, o PT vai para a disputa nas eleições municipais em melhores condições do que em 2016, quando acabávamos de sofrer um golpe que, hoje sabemos com certeza, foi orquestrado desde os EUA durante o governo do democrata Obama.
Já são 1400 cidades em todo o país onde nosso partido estará presente, com 16 mil candidatos a vereadores e vereadora. Em Minas Gerais, a estrela do PT já está confirmada em 300 cidades, com mais de 1500 candidatos entre prefeitos(as) e vereadores(as). Nos preocupa, no entanto, a decisão da Executiva Nacional, contra dois votos, de autorizar alianças que consideramos estranhas. Foi autorizado alianças com a direita, só excluído os “bolsonaristas”.
Mas, como estes estão sem partido, a resolução fica inaplicável deixando, nos fatos, em aberto para qualquer interpretação, o que pode provocar problemas e divisão nas fileiras do PT.
Para o PT, as eleições devem ser um momento da luta contra o governo Bolsonaro, pelos direitos da classe trabalhadora. É a nossa hora de dizer em alto e bom som que estamos do lado das políticas públicas, do serviço público e contra qualquer privatização. Vamos levantar as bandeiras em defesa da saúde e educação, da moradia, do emprego, transporte, saneamento, esporte e cultura, além da luta em defesa do povo negro.
Para tanto, precisamos apresentar propostas concreta para o financiamento desta plataforma que passa por defender a prorrogação da suspensão das dívidas com a União (suspensas durante a pandemia), a taxação progressiva do IPTU e, inclusive, a necessidade de revogar a Lei de Responsabilidade Fiscal, entre outras propostas que estão sendo discutidas no partido.
É neste combate contra o que representa o governo Bolsonaro e Zema em cada município, que devemos integrar a defesa pela recuperação dos direitos políticos de Lula.
Para tudo isso o PT é insubstituível! E nós, militantes do DAP-MG, estaremos firmes e integrados plenamente nesta trincheira de luta do nosso partido!

Viva a classe trabalhadora!
Viva o Partidos dos trabalhadores e das trabalhadoras!

1º de agosto de 2020

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