Eles são mentirosos contumazes e devem ser punidos!

Osvaldo Martinez D´Andrade

Negaram a vacina, insistiram na Cloroquina e na Ivermectina e a consequência desse charlatanismo aplicado no combate ao Covid, provocou mais de 688 mil mortes no Brasil, principalmente de pobres e pretos da periferia e de profissionais de saúde.

Mentirosos contumazes, o Mistério da Saúde escondeu a verdade e mentiu dizendo que 40% das crianças de 3 a 4 anos tinham sido vacinadas.

De acordo com a Folha de São Paulo de 08/11/2022, somente 1 em cada 10 crianças na faixa etária de 3 a 4 anos de um total de 5,9 milhões (13,9%), foram imunizadas com a primeira dose da vacina contra a Covid e 4,2% receberam duas doses nos 3 primeiros meses da Campanha, iniciada em julho para essa faixa etária.

Mentiram e atrasaram a imunização das crianças de 5 a 11 anos, inventando uma consulta pública sobre a vacinação e atrasou em mais de um mês a vacinação dessa faixa etária, que já estava sendo usada em outras partes do mundo. De um total de 20,5 milhões de 5 a 11 anos, mais de 50% foram vacinadas nos 3 primeiros meses de campanha, iniciada na segunda quinzena de janeiro de 2022.

Qual a causa dessa diferença tão grande entre os vacinados na faixa de 3 a 5 anos (15%) e da faixa de 5 a 11 anos (50%) em 3 meses de campanha?

Os pais são mais zelosos com os filhos maiores?

Os pais não acreditam nas Vacinas?

Tem vacinas para todos nas UBS – Unidade Básica de Saúde?

É fácil e reconfortante para os negacionistas, jogarem a responsabilidade pela pouca adesão da vacina para os pais e assim esconder suas responsabilidades.

Para os pais levarem suas crianças na UBS para “tomar vacina”, é preciso que o Ministério da Saúde planeja e desenvolva campanhas de informação, o que não está ocorrendo, mostrando para a população que as vacinas são necessárias, eficaz e seguras contra a Covid e que vão estar disponíveis nas unidades de saúde em todo o país.

Mesmo bombardeada pelos charlatões com mentiras e fakes News, 90% da população acredita que as vacinas salvam vidas.

As crianças levadas pelas mãos dos pais para “tomar vacina” nas UBS, tornou-se uma tradição e uma conquista coletiva no Brasil. O PIN – Plano Nacional de Imunização, criado em 1973, é referência e reconhecido em todo mundo no combate as doenças imunopreveníveis.

O PIN, é certamente um dos melhores exemplos de acesso universal e igualitário à saúde, como estabelece a Constituição de 1988 e são oferecidas gratuitamente pelo SUS – Sistema Único de Saúde, vacinas para crianças, adolescentes e jovens.

Uma nova onda da Covid está ocorrendo na Ásia, Europa e EUA e a alta nas internações no Estado de São Paulo, mostram que os casos no Brasil devem subir nos próximos dias, certamente em escala menor devido a vacina.

A nova onda, é devido a subvariante BQ.1 que já foi localizada no Brasil e fez a primeira morte em São Paulo, mostra que o Covid não é coisa do passado.

A ausência do uso de máscara e a maior interação das pessoas, bem como a não vacinação de todas as doses, incluindo a dose de reforço, têm levado a um aumento do número de casos, que já é observado pela maior procura por atendimento nos Prontos Socorros e que pode levar um aumento das hospitalizações e mortes.

E para 2023, nenhum planejamento da vacina contra a Covid pelo Ministério da Saúde foi anunciado e a compra não está garantida da terceira dose, necessária para elevar o índice de proteção.

Fim de feira para os negacionistas de Brasília, derrotados na histórica eleição de 30 de outubro de 2022, eles não serão punidos? Bolsonaro e seus Generais se vão em 1° de janeiro de 2022, mas a imprensa vem martelando desde a eleição de Lula, que é preciso pacificar o país. E o Presidente da Câmara dos Deputados tem o despautério de dizer que não admite “revanchismo ou perseguições de que lado for” e que “agora, é olhar adiante”, buscando é claro se manter no cargo.

O fiel escudeiro de Bolsonaro e defensor ferrenho do orçamento secreto, padrinho de ataques sem precedentes a direitos e conquistas do povo trabalhador e que compactuou com a atual política de saúde, quer passar o pano no que aconteceu no país, em particular nos 2 anos da pandemia da Covid, que matou mais de 688 mil pessoas, devido ao atraso na compra das vacinas e a negação a ciência.

Esquecer e passar o pano no que fez Bolsonaro e seus generais é apostar no fracasso da democracia, como fizeram com a lei da anistia no passado que igualou torturadores e torturados e não puniu ninguém no Brasil, diferentemente da Argentina, onde os assassinos da ditadura militar foram presos e condenados pelos seus atos.

A pacificação do país, passa por julgar e condenar esses charlatões, que ignoraram a ciência no combate ao Covid e que provocou a morte de milhares e milhares de pessoas que poderiam ser evitadas.   

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto: