No 7 de setembro por soberania, direitos e empregos, Bolsonaro e seus generais na cadeia!

Na próxima terça (2/9), o STF dará início ao julgamento de Bolsonaro. As especulações sobre o local de cumprimento de sua pena começaram. Seu recolhimento a um quartel na capital foi inicialmente descartado em função do local ser palco dos consentidos acampamentos golpistas, se condenado, ele deve ficar preso na Polícia Federal, em Brasília. Fato é que sua condenação e prisão, objeto principal do tarifaço de Trump sobre os produtos brasileiros, se encaminha. Nos atos do dia 7 de setembro, convocado pelo PT, as centrais sindicais e as frentes, em defesa da soberania nacional.

Nessa quinta (28), Lula autorizou o Conselho Estratégico da Camex (Câmara de Comércio Exterior), vinculado ao Executivo, a decidir sobre medidas de reciprocidade, ainda após procedimentos de negociação e na OMC (Organização Mundial do Comércio). Caberá ao órgão definir quais contramedidas serão aplicadas em cada caso. Contudo, os efeitos do tarifaço já se fazem sentir.

O plano “Brasil Soberano”, entre outras medidas, destinou R$ 30 bi para linhas de crédito de baixo custo para exportadores e fornecedores atingidos pelo tarifaço. A MP determina a manutenção e ampliação dos postos de trabalho em empresas aderentes à medida, mas ainda assim deixou a porta aberta para demissões “em casos excepcionais” e com “compensações”.

Medidas para proteger o parque fabril e os postos de trabalho podem e devem ser tomadas. O governo decidiu comprar mel, pescados e frutas de produtores afetados, na boa parte da agricultura familiar, trabalho por empreita ou por jornada. Mas isso não é capaz de impedir que os patrões tentem jogar os efeitos da política de Trump sobre os trabalhadores.

Na semana passada, a empresa Taurus, fabricante de armas com sede em São Leopoldo (RS), que exporta 80% da sua produção aos Estados Unidos, se recusou a cumprir o Acordo Coletivo negociado com os trabalhadores. O sindicato reagiu e, em assembleia, decidiu atrasar a entrada no trabalho exigindo o aumento de salários acordado. Este deve ser o primeiro ato de uma série de conflitos que se anunciam na nova situação criada pelo tarifaço, pela avidez de lucro do patronato e pela insuficiência das medidas do governo federal até agora.

As frentes convocam manifestações em defesa da soberania nacional. Para os trabalhadores, a soberania tem conteúdo concreto: empregos, dos direitos e dos salários.

É com essas bandeiras que os militantes do DAP estarão nas ruas nos atos de 7 de setembro, juntos – esperamos – com os companheiros do PT nas ruas, a CUT e as centrais sindicais, com outras forças sociais e políticas antimperialistas e democráticas.

A prisão de Bolsonaro e seus generais golpistas, por nenhuma demissão por taxação e pela aplicação de medidas de reciprocidade ao tarifaço de Trump, fazem parte da luta por uma nação verdadeiramente soberana.

Marcelo CarliniMembro do Diretório Regional PT/RS

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