Arrocho salarial, carestia, empobrecimento. Qual a saída?

Trinta e oito por cento dos trabalhadores brasileiros vivem hoje com apenas um salário mínimo por mês. E, 2015, último ano integral dos governos do PT, com Dilma Roussef, este índice era de 27,6%. É o que aponta levantamento feito pelo economista Lucas Assis, da Tendências Consultoria. Os dados foram publicados no site nacional do PT.

É o resultado de uma política de arrocho salarial, destruição do mercado formal de trabalho, precarização e retirada de direitos, seguida desde o golpista Temer e muito aprofundada sob Bolsonaro. Com Temer, o índice foi a 30,09%. Em seus três anos e meio à testa do governo, a dupla Bolsonaro-Guedes fez a taxa subir 8,2 pontos percentuais. Já são 36,4 milhões de trabalhadores e trabalhadoras que vivem nessas condições.

A perda de poder aquisitivo atinge os trabalhadores informais (hoje com 61,73% da força de trabalho), com salários muito baixos e sem garantias. Mas também o mercado formal, com depreciação dos salários e demissões.

Ao mesmo tempo, a inflação faz os preços dispararem, particularmente os dos itens essenciais. Em abril deste ano, em São Paulo, o custo da cesta básica atingiu R$ 1,209,71, o que consome a quase totalidade do salário mínimo (R$ 1.212,00)

E aí, o que fazer?

O estudo da degradação das condições de vida da grande maioria do povo brasileiro é necessário, mas não se pode parar por aí. É necessário apontar uma perspectiva para sair dessa situação.

O Diálogo e Ação Petista defende a adoção de um programa de emergência, com medidas para atender as necessidades mais imediatas do povo. O DAP entende que este programa deve ser assumido pelo candidato do PT, Lula, como um compromisso de seus primeiros dias de governo.

Medidas como aumento geral de salários, tabelamento dos preços da cesta básica e revogação das reformas trabalhista e previdenciária incidirão diretamente sobre as condições de vida da população. Mas é também necessário acabar com o teto de gastos públicos, revogar as OSs, reestatizar e impedir novas privatizações.

Como fazer isso, com as atuais instituições, com tutela militar, com este Congresso e este Judiciário, com esta PM que promove o genocídio do povo negro? O DAP propõe uma perspectiva concreta: a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte Soberana, que dê a palavra ao povo, para que este possa decidir seu destino.


É por isso que o DAP promove, no dia 2 de julho, em São Paulo, o Ato Nacional CONSTITUINTE COM LULA. É a única saída para sair da crise econômica, social e política em que o país se afunda cada vez mais.

Militares têm reajustes 5 vezes maiores do que a média dos servidores

Os servidores públicos das três esferas (federal, estadual e municipal) estão em luta por reajuste salarial. No último dia 31 de março, foi organizada uma grande manifestação em Brasília. Os servidores exigem reposição de 19,99%, correspondente às perdas acumuladas desde 2019, primeiro ano do governo Bolsonaro.
Mas há um setor do funcionalismo que não pode reclamar de maus tratados por parte dos governos: são os militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Segundo dados levantados pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, de dezembro de 2012 até março deste ano, os militares tiveram reajustes que somam 29,6%, só inferior ao dos professores municipais do ensino fundamental (33%), que têm salários mais baixos e foram beneficiados pela instituição do Piso do Magistério. Os profissionais da área de segurança, bombeiros e policiais estaduais também foram beneficiados com aumento de 25% em seus salários.

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